A Messias Construções S.A. celebra 75 anos de atividade. Fundada em 1951, é uma das empresas de referência na construção civil na região de Coimbra, com uma história profundamente ligada à evolução urbana da cidade e um percurso internacional marcante em África.
A Messias Construções S.A. começou o ano a celebrar 75 anos de atividade. Fundada em 1951, tem uma história profundamente ligada à evolução urbana de Coimbra, mas também a um percurso internacional marcante em África.
Este negócio familiar foi fundado pelo Sr. Messias Pereira de Carvalho, com uma história que atravessa gerações, continentes e épocas difíceis. Mantendo a resiliência e visão no futuro.
Com forte atividade em obras públicas em Portugal, a empresa construiu escolas, mercados públicos e outras infraestruturas essenciais. Expandiu-se depois para África, sobretudo para Moçambique, onde desenvolveu um volume significativo de obras ao longo de cerca de 14 anos de atividade contínua.
Foram projetos de grande dimensão e relevância histórica, alguns dos quais ainda hoje referências urbanas em Maputo.
Instalações da Marconi a atravessar todo o território, desde Lourenço Marques, hoje Maputo, até ao rio Rovuma, na fronteira norte.
Os paredões da marginal da capital moçambicana. Obra costeira de grande escala que ainda hoje desenha a frente marítima da cidade.
O emblemático Prédio Funchal, junto à Catedral. Fábricas de laticínios e de cerveja, igrejas anglicanas e outros edifícios de referência.
Apesar do choque e das perdas no regresso de África, a empresa recomeçou do zero em Portugal. Foi em Coimbra que a Messias Construções S.A. consolidou grande parte do seu legado: ao longo dos últimos 48 anos construiu cerca de 2.495 apartamentos na cidade, além de inúmeras urbanizações e edifícios emblemáticos.
Entre os projetos mais marcantes destacam-se a Quinta da Estrela, a Quinta D. João, Montes Claros, Afonso Henriques, o Edifício União e parte significativa da Quinta de São Jerónimo, entre outros.
Com sede na Mealhada, a empresa está hoje focada sobretudo em infraestruturas, preparando novos projetos e futuros investimentos.
Do arranque em 1951, passando por 14 anos em África, até à consolidação em Coimbra e às operações atuais na Mealhada, Lisboa e Carcavelos.
Uma das maiores dificuldades do setor, na voz de Maria Emília, é o longo e burocrático processo de aprovação de urbanizações, que pode demorar entre 20 e 25 anos. Alguns dos projetos em carteira hoje aguardam luz verde há mais de duas décadas.
Sobre o mercado imobiliário, a administradora considera que os preços atuais estão excessivamente inflacionados e alerta para os ciclos extremos do setor. A Messias sempre apostou em dois segmentos, habitação mais acessível e habitação de valor mais elevado, e é na classe média que Maria Emília identifica o maior equilíbrio.